quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sobre a vida, o universo e tudo mais.

Se ontem eu não conseguia pensar em nada pra escrever, hoje eu acordei cheia de idéias (inúteis).

Sobre o Natal
Ah, o Natal. Primeira vez na vida que não passo o Natal com a minha família. Quer dizer, com a minha família de verdade, família do marido não é família. Eu não tenho sogra, meu sogro pirou de vez - se mudou pra casa da namorada e disse que não comemora mais o Natal, inclusive mandou um e-mail dizendo que não queria presentes nem de Natal nem de aniversário (que é dia 26/12) e que agora ele está numa fase de dar as coisas que ele tem, que não precisa de mais nada... -, então só nos restou ir pra casa da irmã do Mike. Ela mora em Swansea, País de Gales, que fica a uns 200 e poucos quilômetros daqui. Tipos, se minha irmã morasse a 200 km daqui, eu tava lá todo fim de semana, mas aqui ele são meio esquisitos, acham que 200 km é longe e, por isso, só vamos lá umas 2 vezes por ano. Eles nunca vem aqui. Mas, voltando ao assunto, ela mora em Swansea com o noivo e as duas filhas. Quer dizer, uma filha e meia, já que a mais velha, depois que completou 18 anos, resolveu meio que se mudar pra casa do namorado. O fato de ele ainda morar com os pais é apenas um detalhe.
Então, estávamos lá, dia 24. Nada acontece. Nada MESMO. Ficamos vendo tv e fomos dormir. Dia 25, almoço de Natal, com direito a Christmas Crackers. Depois, presentes. Olha, eu vi um comediante na tv falando que a parte da abertura dos presentes é a maior fingição do mundo, todo mundo abrindo presentes, se decepcionando e fingindo que adora. Eu entendi muito bem o que ele quis dizer quando abri meu primeiro presente. Era uma caixinha pequena, que as meninas me deram. Era um conjunto de brinco e gargantilha, lindos! Quando eu abri, eu só conseguia pensar: "porra, como é que eu vou falar pra elas que eu tenho alergia? Ah, dane-se, faz cara de quem adorou". Pra ser gente boa, até coloquei os brincos - que eu tirei uma meia hora depois, quando as minhas orelhas ameaçaram cair. Além disso, ganhei um conjunto de banho da minha cunhada (adorei de verdade esse, adoro coisinhas de jogar na banheira!) e do meu marido, ganhei um jogo pro Wii (muito engraçado, por sinal) e a sexta temporada de Dawson's Creek. Adorei tb, não fosse pelo pequeno detalhe que eu não tenho nenhuma das temporadas anteriores. Acho que homens são seres levemente problemáticos. Depois, ele me disse: "Tinha várias, eu não sabia qual escolher, então escolhi a última..." Minha resposta mental: "Que tal começar pela primeira?" Mas nem dá pra reclamar, porque eu já vi todas mesmo, acho que eu só ficaria mais feliz se, na confusão de não saber qual comprar, ele tivesse escolhido a terceira. Depois disso, fomos todos jogar Singstar no Playstation das meninas até tarde da noite. Acho que nunca paguei tanto mico na vida. Uma coisa é certa, jamais tentarei cantar Parklife novamente. Mas tenho que admitir que o Natal foi bem mais divertido que eu esperava.

Sobre o ano novo
Sobre o ano novo em si, não tenho nada pra comentar. Passamos assistindo The big fat quiz of the year (fim de carreira) e tomando suco de uva - o Mike tomou vinho de verdade. O que interessa aqui é falar de resoluções de ano novo. Ano passado, eu tinha um monte. Quer dizer, era mais um plano. Pois esse ano, eu tenho UMA resolução de ano novo: atender o telefone.
Em algum ponto da minha vida, eu desenvolvi uma estranha fobia a telefone. Mas fobia mesmo, do tipo que se alguém me mandasse ligar pra alguém, eu começava a chorar (tá bom, isso só aconteceu mesmo umas 3 vezes). E não ajudava em nada o fato de eu morar num país que não fala português - o efeito psicológico de conversar com alguém falando em inglês sem estar vendo a pessoa é devastador para mim - e de, toda vez que eu resolvia atender o telefone, ser algum indiano/chinês com um ingrêis daqueles tentando me vender alguma coisa. Quando nós compramos um telefone novo com secretária eletrônica, foi praticamente minha carta de alforria. Nunca mais atendi o telefone na vida. Quer dizer, quem me conhece, sabe que eu não atendo o telefone de propósito, aí fala na secretária "Ana, atende aí", aí eu atendo, mas fora isso, não atendo mesmo. Ou melhor, não atendia. Decidi que ter medo de telefone é uma coisa totalmente idiota e que eu não vou deixar o medo me dominar (ui!). Isso na teoria, porque na prática, o telefone ainda não tocou em 2009. Mike e eu não somos muito populares! Mas hoje eu já venci um dos meus medos. Normalmente quando eu preciso (leia-se sou obrigada) ligar pra alguém, eu tenho que fazer toda uma preparação psicológica, do tipo "vou ligar daqui meia hora", fazer exercícios de respiração, contar até dez, discar e seja o que Deus quiser. Pois hoje eu peguei o telefone, peguei o número que eu precisava ligar e LIGUEI! Juro por Deus que eu liguei, e nem fiquei igual eu fico normalmente "só vou deixar tocar 3 vezes, se ninguém atender eu desligo". Liguei, falei com a pessoa na maior calma, resolvi (mais ou menos) meu problema e desliguei. E NEM DOEU! Tô orgulhosa de mim mesma.

Sobre Powerpoint
Nunca entendi o fascínio que o powerpoint (ou melhor, as apresentações de powerpoint) exerce sobre as pessoas. Tipo, nunca existiu coisa mais chata que aula com powerpoint. Ainda mais aquelas que o professor, ao invés de colocar os pontos chaves da matéria ou uma imagem pra ilustrar o que ele quer dizer, coloca TUDO que ele vai falar e fica lendo. Ai, que vontade de dormir! E com a popularização da internet, popularizou-se também o powerpoint bonitinho, aqueles com figurinhas fofas e mensagens de esperança (ou não), o powerpoint de piada e o powerpoint de tragédia (sim, eu recebi um uma vez que quase me fez vomitar, era fotos de um acidente, coisa de mais mau gosto que eu já vi na vida). Popularizou-se a ponto de, alguns anos atrás, eu ter ouvido de uma pessoa conhecida: "Estou fazendo um powerpoint de presente de aniversário pra minha mãe". Ahn!?
Pois então, com a popularização da internet e do powerpoint, recebo diariamente vários emails com apresentações, e eu sempre vejo, porque geralmente as mensagens são legais (quando é piada, também é bom). Mas ontem (quer dizer, o e-mail foi mandado faz tempo, mas fiquei um tempão sem entrar na internet, então eu vi ontem), li um que me chamou a atenção, mandado pelo meu amigo P (que desavergonhadamente apagou o blog dele). Ele - o e-mail - fala da história de três músicas, Gostava tanto de você, do Tim Maia, A vida é um moinho, do Cartola e Flor de lis, do Djavan, o que essas músicas realmente significam e que a gente deveria dar menos atenção às coisas pequenas da vida e prestar atenção no que vale a pena: mostrar pras pessoas queridas que nós nos importamos que elas e coisa e tal. Achei bacana a moral da história, mas juro que as histórias das músicas me intrigaram. (Quem quiser ver os slides, pode baixar a apresentação aqui) Resumindo, basicamente diz que o autor de Gostava tanto de você escreveu a música para a filha que tinha morrido num acidente de carro, que Cartola escreveu A vida é um moinho quando descobriu que a filha era puta e que Djavan escreveu Flor de lis quando a esposa Maria estava parindo a filha Margarida, e, por complicações no parto, morreram as duas.
Eu, numa vibe o-Google-sabe-tudo, resolvi ver se era verdade. Sempre achei que Gostava tanto de você era sobre uma pessoa que morreu, afinal, pra mim viveu, morreu na minha história não tinha outra interpretação. Mas o Google não me deu uma resposta satisfatória sobre se a pessoa que morreu existiu e se ela é mesmo a filha do rapaz que escreveu a música. Próxima. A vida é um moinho. Segundo o Wikipédia, pai de todas as informações verídicas e não-verídicas da internet, Cartola fez essa música para uma das filhas sim, mas não havia prostituição envolvida na parada. Próxima. Vou confessar que a história que mais me intrigou foi essa. Não só porque a história é incrivelmente triste, mas porque a história incrivelmente triste não combina com a música. Tudo bem, com a letra pode até ser, mas vamos combinar que Flor de lis é um sambinha dos mais animados. Então, entre idas e vindas, acabei no site do próprio Djavan, que diz o seguinte:
"Quinta, 11 de setembro - Esclarecimento
Gostaríamos de informar que a notícia de que está sendo veículada sobre a inspiração para a música "Flor de Liz" não é verdadeira. Trata-se de mais uma lenda urbana divulgada na internet."
Quem quiser ver com os próprios olhos, é só clicar em Djavan aí em cima e ir na "Agenda".
Então fica aí o recado, ame o próximo, faça boas ações, viva a vida intensamente, mas não acredite em tudo que cai na sua caixa de mensagens!

E depois desse post gigante e cheio de informações irrelevantes, vou lá assistir o Dawson! :D

6 comentários:

  1. Ana,
    a Agatha pediu pra perguntar se você já tinha o Wii, ou se o Mike ficou indeciso entre comprar o console ou o CARTUCHO! =oD

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  2. Cartucho era do Atari AAAAAAA hehehe

    sobre PP
    Nossa, me senti mto mal com o power point do P....achei q fosse verdade

    Sobre o Natal e Ano Novo
    Minha prima passou uma vez as festas de fim ano na California com o marido...disse q quase morreu de depressao ao lembrar q 00h aqui estávamos todos enchendo a cara e ela lá dormindo

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  3. Ah sim...
    sobre o telefone

    2008 eu movimentei sua vida então hein...espero nao te-la feito chorar cada vez q eu liguei hehehe

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  4. rexxina, dedo duro!
    cartucho foi na piada.. tava em dúvida entre cd ou essas modernidade aí.
    ok,ok...é cd!!! Mais um POA pra minha lista!!!
    hehehe... =D

    Ô Ana, que história é essa de falar q tá sem inspiração? Vou perder o respeito. Tá super inspirada!

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  5. ana eu sou igualzinha vc tenho fobia de telefone, qdo vc disse: qdo vou ligar pra alguem tenho q me preparar psicologicamente e eh verdade eu tb faco isso, no meu caso eu axo q so assim pq sempre usei internet pra tudo, uso internet desde os 13 anos e hj em dia odeio telefone, axo q realmente tenho fobia kkkkkkk fiquei feliz de saber q vc ta bem viu, bjo.

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  6. e olha que eu caí numa das coisas que sou especialista, que é desvendar mistérios da internet.

    =/
    brigado pelo espaço no post :D

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