quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cesárea: escolher e perder

Bom, como a Carola bem disse nos comentários do post anterior, aqui no Reino Unido, esse negócio de escolher cesárea não existe - é normal e pronto, a não ser que haja alguma razão médica, como aconteceu com ela e como pode acontecer comigo. A verdade é que eu estou comprando uma briga que, por eu não morar no Brasil, não seria minha, mas sinto como se fosse. Me dói saber que, se eu estivesse no Brasil, ia ter que lutar contra o sistema, ficar tentando desvendar as intenções de médico que te diz "mas é lógico que eu faço parto normal" e, no fim das contas, inventa alguma desculpa esfarrapada pra te enfiar na faca. É triste e é desumano.
O texto que eu queria postar aqui hoje fala, na verdade, sobre os EUA, mas explica muita coisa sobre o que acontece no Brasil. Não vou publicar porque o site onde ele está pede que se tenha autorização do autor, coisa que eu não tenho - poderia pedir, mas prefiro deixar aqui só um trecho e o link, pra quem se interessar em ler o artigo na íntegra.

Cesárea: escolher e perder
Dr. Marsden Wagner
Médico Pediatra e Neonatologista, Dinamarca


"Uma mulher surda não pode fazer uma escolha entre Mozart e Beethoven. "Escolha" sem informação completa não é escolha. A questão ética chave não é o direito de escolher ou exigir um procedimento cirúrgico de grande porte para o qual não há indicação médica, mas o direito de receber e discutir informações completas e não tendenciosas, anteriormente a qualquer procedimento médico ou cirúrgico. Isto requer revelação obrigatória de todos os riscos conhecidos de uma cesárea eletiva dada às mulheres na entrada do hospital (não quando ela está no auge do trabalho de parto ou sendo preparada para a cirurgia)[...]"

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