terça-feira, 8 de março de 2011

Um dia {um livro de David Nicholls}

Ok, esse ano estou no Brasil e não vou falar de panquecas [2009. 2010.] Vou falar de livros. Na busca do livro mulherzinha perfeito, li um da Marian Keyes - Sushi for beginners, por indicação da Babi, e descobri que a chata sou eu mesmo: não gostei. Bem menos pior que o da liga das ex-namoradas, até simpatizei com algumas personagens, mas não curti o estilo. Pensei se deveria tentar ler outro, só pra tirar a cisma, mas desisti. Masoquismo literário não me cabe.

Aí a minha colega fotógrafa Kate Griffins estava fazendo um clube do livro, li metade da resenha dela sobre o primeiro livro (a outra metade tinha spoilers) e resolvi tentar. O livro se chama One Day, é do escritor inglês David Nicholls.

Meu primeiro erro foi achar que é um livro de mulherzinha. Não é, apesar de que provavelmente vai cair nesse limbo quando o filme sair, no verão (do hemisfério norte). É uma história de amor, mas também é uma história sobre crescer. Emma e Dexter se *encontram* no último dia da faculdade e, ao contrário do que umas resenhas medonhas que eu li por aí dizem, eles não se reencontram nesse dia todos os anos (mesmo bat-local, mesmo bat-horário and all). É o livro que os encontra nesse mesmo dia, onde quer que eles estejam, juntos ou não. O dia, não por acaso, é 15 de julho, St. Swithin Day, o dia definitivo do verão britânico: 

St Swithin's Day, if it does rain
Full forty days, it will remain
St Swithin's Day, if it be fair
For forty days, t'will rain no more


Obviamente não passa de um dito popular, mas eu interpreto a escolha do dia dessa forma: um dia de eventos definitivos.

O livro é escrito de uma forma que me deixou louca: quando o dia acaba, acaba o capítulo e o próximo é um ano depois. Minha curiosidade patológica quase me matou, tentando imaginar o que teria acontecido de um ano para o outro. O autor não deixa um vácuo, mas, para mim, várias coisas acabaram ficando "no ar".

****
Ok, tem dois dias que estou tentando escrever sobre esse livro, melhor tentar acabar logo. Não dá pra falar muito do livro sem entregar a história, mas posso dizer que esse livro despertou muitos sentimentos em mim, sobre os quais eu adoraria falar, mas não sai. Amizades cheias de amor, muitos arrependimentos. Enfim, o livro é ótimo, recomendo muito a leitura e até vou ver o filme quando sair, mas que eu vou precisar de uns 10 anos de terapia pra superar, ah, isso eu vou.

No Brasil, o livro sai em maio, pela editora Intrinseca. O filme sai em julho, com Anne Hathaway (seriously???) e Jim Sturgess como Emma e Dexter. E eu, enquanto isso, vou ler uns livros bem sangrentos do Bernard Cornwell pra ver se eu me sinto melhor (lendo The Last Kingdom no momento, ou tentando).

6 comentários:

  1. Ana, o Sushi para iniciantes eu nao li, que pena que você nao gostou... Dela eu li acho que 3: Rachel's holliday,Anybody out there e Last chance sallon. Foram legais, faceis de ler, mas nada extraordinário!
    Se você está buscando livros femininos com um pouco mais de conteúdo nao da pra fugir, tem que ser Simone de Beauvoir (será que escrevi certo???) nunca li nada igual...

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  2. Sushi eh ruim mesmo. Mas 'One day' eh otimo, li em um dia :)

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  3. Estou anotando aqui sua dica de leitura!! Vou pensar muito se vou querer assistir ao filme quando sair, estou com bronca da Anne Hathaway:-P Mas quanto à Marian Keyes, eu li os livros na seqüência em que ela foi lançando, o Melancia e Férias! são melhores que o Sushi. Mas de uns tempos pra cá dei uma pausa porque os livros dela são muito caros, falta eu ler uns quatro.

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  4. Em tb não curto chicklit e adorei One Day. Me lembrou muito Nick Hornby.
    Beijos,
    N.

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  5. Acabei de ler One For My Baby (Mais Uma Vez) do Tony Parsons. Dele, já tinha lido Father & Son (Pai & Filho). Se é que há um escritor "homenzinho" (se bem que ainda assim, acho que a leitura é para mulheres verem um pouco sob o ponto de vista masculino, não que seja leitura direcionada para homens :-P), acho que o Tony Parsons assume bem o papel. Me lembra Nick Hornby, de quem gosto bastante também.

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  6. Eu comecei a ler o sushi pq estava jogado num canto da casa que alugamos. Olha, toda noite, na briga book x i pad, o ultimo ganha disparado.
    Eu costumo ler só coisa boa mesmo, do nível Garcia Marquez pra cima porém, muito de vez em quando, eu leio uns "lights" para relaxar. O do sushi entrou nessa categoria mas ainda nem consegui sair do segundo capítulo.
    To pensando em ler "Never let me go". Vc já leu?
    Bjs

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