sábado, 4 de junho de 2011

Slam {Nick Hornby}

Começo esse humilde post reconhecendo minha chatice: virei uma velha chata que não gosta de nada.

Quando falei sobre One Day, a Nivea e a Beth falaram do Nick Hornby. Morri de vergonha, né, porque nunca tinha lido nada dele. Aí, um dia, estava na biblioteca, procurando livros na estante como eu sempre fiz, e vi esse lá, dando sopa. Veja bem: não sabia nada sobre o livro, a não ser que era do Nick Hornby. Não sabia, por exemplo, que era um livro voltado pro público infanto-juvenil. Mas isso não importa na verdade, não é mesmo? Porque eu li Harry Potter e a série Fronteiras do Universo e Artemis Fowl, todos depois do 20 e curti. Ok, são livros de fantasia, mas um livro bem escrito é um livro bem escrito. Ou não?

Em Slam, o Sam de 18 anos conta a história do Sam de 16 anos. E quem é o Sam? Um skatista, fã do Tony Hawk, filho de mãe solteira, com um pai marromeno. Ele conhece Alicia, filha da classe-média-burguesa de Londres e eles começam a namorar. Alicia e Sam, repetindo os passos dos pais do Sam, engravidam. E ele decide que não quer ser um pai marromeno, aconselhado por um poster do Tony Hawk. E como diria a Lily, The End.

O tema, gravidez na adolescência, não me comove. É meio batido, né. Talvez a "novidade" seja ele ser em primeira pessoa, narrado pelo menino. Mas a ausência de conflito meio que me chocou. Tipo, o guri tem um momento de rebeldia, quando a gravidez ainda está na desconfiança: pega um trem pra Hastings (!), joga o celular no mar pra não receber a confirmação e acaba voltando pra casa em menos de 24 horas. "Aborto" é abordado de forma incrivelmente rasa, ao invés de se gerar um discussão bacana sobre o assunto - lembrando que no Reino Unido é legal e socialmente aceito.

As famosas referências pop do Nick Hornby se resumem a citações do livro Hawk: Profissão: Skatista, autobiografia do Tony Hawk, meia dúzia de nomes de músicas e o nome do filho do Sam e da Alicia, em homenagem ao Rufus Wainwright. Talvez eu tenha perdido alguma coisa, porque eu fui gradualmente perdendo o interesse no livro, infelizmente.

Sei que meus dias de adolescente estão ficando cada dia mais distantes, e talvez por isso não tenha rolado uma química entre mim e o livro, não sei. Sei que não sou o público alvo do livro, mas esperava algo bem melhor. Não desisti do Hornby ainda, vou ler pelo menos mais um, principalmente porque depois de ter terminado o livro, fui ler as reviews na Amazon e percebi que esse não foi exatamente um sucesso entre os leitores adultos.

Não ando tendo muita sorte com livros ultimamente, como vocês podem perceber - alguém me indica uns livros bons? Pode ser qualquer gênero, mas tem que ser bom!

5 comentários:

  1. Hehehe, este eu ainda não li. Está na minha lista (sim, eu ando com uma lista dobradinha na bolsa, porque quando chego em um sebo ou feira de livros ou mesmo em uma livraria com livros em promoção, simplesmente me dá branco), mas compraria mesmo sem conhecer o tema, pelo autor. Dele eu li Um Grande Garoto, Febre de Bola (que é mais bitolado em futebol do que o filme com o Colin Firth), Como Ser Legal, Uma Longa Queda e 31 Canções. Esses dois últimos eu não recomendo tanto, um porque é bem down (mais que o normal) e o outro porque é muito específico, ele falando sobre suas músicas favoritas. Procuro o Alta Fidelidade, até já achei pra comprar mas por preço normal, que eu acho caro, ou em preço razoável quando já estava extrapolando o cartão com outros títulos...

    Ana, vc leu A Year in the Merde! do Stephen Clarke? Eu gostei bastante. A continuação não é tão boa, mas esse me divertiu bastante. ;-)

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  2. O livro tem que ser tao bom no inicio pra me prender, senao nao tem chance. Um que eu gostei DEMAIS quando li foi o 'Fear of Flying' (da Erica Jong). Na epoca tudo que a mulher falava batia com o que eu tava passando, ai nao tem historia melhor, ne?

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  3. Teve uns do Nick Hornby que eu gostei (About a boy e High Fidelity), outros que eu não gostei e não terminei (How to be good e A long way down ou coisa parecida)... não pretendo ler outros.

    Estou dedicando 2011 à leitura de dois tipos de livros: não-ficção E contos de autores contemporâneos. Então se vc gosta de contos, recomendo "The thing around your neck", uma coleção de Chimamanda Adichie, da Nigéria. (Dela já tinha lido "Half of a yellow sun" - meio pesado, a história se passa durante a guerra civil na Nigéria; e também "Purple Hibiscus", gostei de ambos). Recentemente li uma coleção de contos uma escritora britânica: Jackie Kay, gostei de quase todos :)

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  4. Oi Ana,
    O último livro do Nick Hornby que eu li, há bastante tempo atrás já não tinha me agradado muito. O Slam tb nem li, mas gosto muito dos primeiros romances dele, principalmente o High Fidelity.
    Eu não sei do que vc gosta, mas das últimas coisas que eu li gostei muito do The Girl with the Dragon Tatoo e Memoirs of a Gueisha.
    Agora estou começando um chamado Almost French (Sarah Turnbull), história real de uma jornalista australiana que se casa com um francês e se muda para frança tendo que se adaptar a uma nova cultura. Foi indicação da minha sogra que diz ter se identificado e achou que eu tb me identificaria.
    Boa sorte na procura de alguma coisa legal para ler.
    Bjs

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  5. Eu tambem nao gostei muito do Slam nao, mas o How to Be Good, consegue ser ainda pior. Nao leia sob hipotese alguma. About a Boy e High Fidelity como muitos ja disseram aqui, sao livros super bacanas, e merecem todos elogios.

    Eu gosto muito de livros sobre serial killers (aimeudeus) e assassinatos e gostei bastante de alguns que eu li da Lisa Gardner. Atualmente estou lendo os livros da serie A Song of Ice and Fire, sendo o primeiro o livro que deu origem ao seriado Game of Thrones.

    Fiquei curiosa em ler o One Day depois que li seu post. Vou comprar. :)

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