sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O pacotinho

Terminando de fazer um pão às 2 da manhã, venho para a sala e marido pergunta:

Esse barulho foi você ou a Lily?

Fui eu, respondo, limpando o fogão. Mas já tô subindo, aproveito e vejo a Lily. O quarto dela é no fim do corredor, o meu é ao lado, formando um L, e logo após a minha porta, está o portãozinho de escada que ainda deixo fechado durante a noite, apesar de ela subir e descer com maestria. Abro o  portão e olho para a cama dela. Vazia. Olho para a minha cama, nada. Olho para a cama dela de novo, dessa vez mais de perto. Realmente, ela não está lá. Volto pro meu quarto e de repente vejo um pacotinho. Toda encolhidinha, parecendo um gatinho, em cima dos meus travesseiros. Volto correndo pra buscar o Mike pra ver. A gente se ajeita em volta dela e todo mundo dorme junto.

Senti orgulho de ela ter acordado, trocado de cama e voltado a dormir sozinha, mas fiquei meio triste porque jurava que ela vinha pra minha cama pra dormir comigo. Tudo bem, é bom pra eu ir me acostumando a ela precisar de mim cada vez menos. Mas espero que cada passinho de independência venha acompanhado de um pacotinho de alegria.

Um comentário:

  1. Acho que se fosse eu, teria acordado ela a mordidas... fofa demais!
    a Taís que vai aproveitar!!! Quanto tempo ela fica aí?

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