domingo, 11 de dezembro de 2011

The last kingdom - Bernard Cornwell

Meu primeiro livro do Kindle foi lido na segunda tentativa - a primeira foi logo após terminar One Day. Não deu, o livro tinha me afetado muito e eu não conseguia prestar atenção - e os livros do Bernard Cornwell requerem muita atenção. Fui ler outras coisas, devolvi esse na biblioteca, mas quando o Mike me deu o Kindle, fui direto nele. Primeiro porque eu já tinha lido alguns, e preferi ler os inéditos, e segundo porque, assim como várias outras obras do Cornwell, esse é o primeiro de uma sequência (de, até agora, 6 livros).

A série é chamada The Saxon Stories e conta a história do reinado do Rei Alfred(o), o Grande no século IX, na época das invasões vikings. O narrador da história é Uhtred, um garoto de origem saxônica que é capturado pelos dinamarqueses quando seu pai é morto em batalha. Um deles se afeiçoa do guri e o cria como filho. O último reino do título é Wessex, o único da Inglaterra que ainda não estava sob domínio nórdico na época. Uhtred luta do lado viking, mas o destino é inexorável, e ele acaba passando para o lado inglês.

Como previsto no texto sobre One Day, o livro é bem sangrento, Bernard Cornwell style. As batalhas são narradas com riquezas de detalhes e quase dá para se sentir ali, na parede de escudos com os guerreiros. Os conflitos do Uhtred fazem dele um personagem interessante - porque, olha só, os últimos Cornwell que eu li foram da série Sharpe e, cá entre nós, o Sharpe é um personagem pelo qual não tem simpatia alguma (pra não chamar de chaaaaato).

Uma das coisas que eu curto nessas ficções históricas é tanto que eu aprendo (porque eu me acho inteligente, mas confesso que sei pouquíssima coisa da história do Reino Unido). Por exemplo, o nome do blog da Mercia fez todo o sentido pra mim, HAHAHA - desculpa a burrice, Mercia! Também aprendi que o nome galês para Inglaterra (Lloegr) significa terras perdidas, e Wales, na língua saxônica, significa estrangeiros. E não sei se já falei aqui, mas uma das coisas mais legais dos livros do Cornwell na minha opinião é a nota histórica no fim do livro, onde ele diz o que aconteceu de verdade e o que ele inventou. E se os livros do Artur me fazem ver o País de Gales com outros olhos, acho que essa coleção fará o mesmo pela Inglaterra.

Acho que só saberei dizer se esse livro é imperdível quando terminar de ler toda a coleção, porém digo que é um bom livro, especialmente para quem se interessa por ficção histórica e não se abate por descrições bastantes gráficas de tripas jorrando pelo chão.

2 comentários:

  1. Oi Ana,
    Que bom que vc entendeu o nome do meu blog… ja me perguntaram se sou muito egocentrica.. hehehehe… mas conto que é verdade… tinha realmente uma regiao na inglaterra que se chamava Mercia. :-)
    Sabe que fico rondando esse livro a um tempo pra comecar a ler e nunca tenho coragem… acho que agora voce acabou de me dar o empurraozinho que faltava!

    Quanto ao kindle, tenho o meu a quase 1 ano (presente de natal do ano passado)… e foi a melhor coisa que ganhei… a quantidade de livros de 500+ paginas que nunca tinha vontade de ler pelo peso, passaram pra a minha biblioteca digital!

    beijos, boas leituras, e continua mandando dicas de livros!
    Mercia

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  2. Nessa mesma linha de romance/ficcao histórica, leia The Pillars of the Earth, do Ken Follett!!! Adorei! É sobre a construcao da igreja de Kingsbridge no comeco do século XII. Se você gosta do contexto histórico, vai gostar mais ainda quando o contexto além de histórico, também é arquitetônico!!!
    Me interessei bastante por esta série do Cornwell, vai pra lista de "tenho que ler"

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