quarta-feira, 18 de julho de 2012

A parte mais difícil

Desde a última vez que escrevi por aqui vivi dias muito felizes. Fui para o Brasil, a Lily completou 3 anos, fiz parte dos meus treinamentos como voluntária das Olimpíadas, peguei meu uniforme horroroso berinjela e papoula, vi a tocha Olímpica. E eu bem que poderia estar escrevendo sobre tudo isso. Se um balde de tristeza não tivesse banhado a minha vida no momento em que descobri que meu avô morreu. Passei os últimos oito dias pensando em como eu poderia escrever sobre isso e, sinceramente, não acho que vou conseguir.

Olha, vou relevar completamente o fato de eu ter descoberto pelo Facebook. Nada muda o fato de que eu não estava lá. E essa é a parte mais difícil de morar longe, para mim. Não estar lá. Dele eu me despedi antes de vir embora - ainda que, na minha cabeça, não teria sido o último adeus -, mas eu não estava lá para amparar minha mãe, minha avó, meus irmãos, meus tios, meus primos. Da mesma forma que eu estou sozinha com a minha dor aqui.

Queria escrever palavras bonitas para ele, mas só consigo pensar que eu não estava lá. Então, para as palavras bonitas, eu passo a bola para a minha tia Teresa.

Um beijo e um abraço, vô. Saudades, muitas saudades.

7 comentários:

  1. Meu avo esta em estado terminal, diabetes comendo ele aos poucos... e eu sinto que nao estarei la quando acontecer o pior. Nao tem nada igual a dor de nao so perder, mas de nao poder nem amparar, como voce falou. Forca, Ana.

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  2. Sinto muito, Ana. Não sei o que é isso, mas acredito que não deva ser fácil. Minha última avó viva faleceu há pouco tempo e eu tb soube pelo facebook, como não tive nunca contato com ela fiquei um pouco triste pelo meu pai, mas nada que me abalasse.
    Um beijo de coração

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  3. Ana eu sei que as coisas devem estar difíceis pra ti, mas fica bem e seja forte!!

    Beijo grande!

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  4. Sinto muito tambem Ana, palavras sao sempre dificeis p/ expressae esses momentos. Fique bem. Um beijo grande

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  5. Obrigada pelas palavras, meninas, do fundo do coração xxx

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  6. Pôxa Aninha, sinto muitíssimo por isso. Eu te entendo perfeitamente. Daqui um mês estarei indo pra longe da minha família também e a gente às vezes nem precisa estar em outro país, basta estar em cidades diferentes às vezes. Sei bem como é! Mas tenta ficar bem e pensa que você o viu antes, pensa só nas coisas boas, nos momentos bons que vocês tiveram. A dor vai passar com o tempo e vai ficar a saudade... parece bem clichê, peço até desculpas por isso, mas é verdade! Que Deus seja contigo! Bjim...

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  7. Realmente essa é a parte mais difícil e não tem como escapar. Me lembro que, quando meu avô faleceu, eu estava morando na Espanha e, apesar de saber que ele estava muito doente, a dor que senti quando fiquei sabendo que ele tinha morrido e eu não estava lá junto, apoiando toda a família, foi dura demais! Sei exatamente como vc está se sentindo, Ana.
    Não tem muito o que fazer, a não ser esperar a dor passar. Fica bem.
    Beijos!

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